Pular para o conteúdo principal

A TRILOGIA : GUIA,MÉDIUM E CONSULENTE

Resultado de imagem para Guia, médium e consulente
A trilogia: Guia, médium e consulente
Todos os dias entram por nossas portas muitas pessoas a busca de uma boa palavra, um passe que as faça se sentir melhor, de uma esperança, de uma perspectiva, na realidade um caminho uma direção, chegam, sentam-se ali em nossa assistência, ansiosas, o coração batendo forte, não vendo a hora de passar com o guia e ver o que ele tem a lhes dizer.
Algumas pessoas criam verdadeiros laços de amizade pelo guia que a ajudou, muitas nem gostam de passar com outros guias, simplesmente não confiam ou é aquele ou nenhum, é muito bonito ver essa ligação de confiança que se forma, mas dessa ligação as vezes quando mal direcionada podem surgir alguns inconvenientes porque muitas vezes as pessoas misturam O GUIA com o MÉDIUM, e muitas pessoas são realmente muito invasivas, elas querem ter aquela assistência onde e em qualquer momento, acabam se tornando extremamente dependentes do médium e guia para tudo e qualquer decisão que precisem tomar,  onde esse consulente encontre o médium, elas acham que o médium tem que as atender a qualquer momento e a qualquer hora, e muitas vezes não são assuntos com urgência são assuntos banais, triviais e esse quadro ainda piora quando ficam sabendo por exemplo do número do celular ou telefone particular do médium e começam a ligar a toda hora, muitas pessoas poderão dizer nossa mas o médium não pode dar essa assistência, ai é que está o ponto X da questão, ELE NÃO É O GUIA, ELE É O MÉDIUM, ele tem sua vida particular, seu trabalho, sua privacidade e essa privacidade muitas vezes passa a ser invadida pelo assédio de algumas pessoas. Não é que ele não queira prestar o auxílio mas que tem momentos na rotina da pessoa em que ele não pode atender de pronto momento, muito menos dar passagem para o seu guia trabalhar ao bel prazer da pessoa. Mesmo o guia não pode ficar vindo a torto e direito em terra simplesmente para satisfazer o desejo da pessoa e isso agrava quando é assuntos que poderiam ser resolvidos sem a intervenção da entidade ou guia. Lembrando que nossos guias tem muitos afazeres no campo espiritual. E infelizmente há abusos de algumas pessoas que precisam ser melhor orientadas dessa dinâmica de trabalho.
O problema ainda se estende e se agrava quando esse médium passa a se predispor a fazer trabalhos particulares, explico: muitas vezes o guia pede para aquela pessoa ir e fazer uma determinada oferenda em um determinado lugar, a pessoa não quer ir sozinha, liga para o médium e o mesmo tem que dispor de um horário para ir com a mesma, se fosse algo esporádico sem problema, mas na grande maioria das vezes aquilo vira rotina e se torna um inconveniente na vida desse médium atrapalhando sua rotina pessoal. Um bom médium umbandista não cobra nenhum valor em dinheiro e até se constrange quando isso é oferecido, e as pessoas passam a ver ainda mais facilidades em assediar esse médium para tudo que queiram fazer, só que se esse médium negar a assistência por algum inconveniente ele já passa a ser visto com maus olhos injustamente e daí vem a ingratidão. Infelizmente quando se acostuma a se ouvir só sim, um não pode ser bem incomodo.
Por outro lado alguns médiuns vendo toda essa procura por seus guias e sua assistência mediúnica, acabam que se sentindo especiais e distorcendo alguns valores, e para ser bem franca, começam a se sentir vaidosos ao ponto de se acharem os próprios guias em terra, e sabemos perfeitamente que vaidade para um médium umbandista é no mínimo danosa. Temos também os médiuns que são bem espertinhos, oportunistas que  quando percebem essa facilidade e procura  de consulentes começam a tirar daí uma forma fácil de ganhar um dinheirinho extra e começam a cobrar até para acender uma vela, cometendo ai um ato contra um dos principais fundamentos da Umbanda que é a caridade. Mas triste ainda é o famoso dinheiro de chão de entidade, onde o consulente simplesmente joga aos pés da entidade alguns trocados para lhe pagar seus préstimos. Dinheiro para quem mesmo? e entramos na questão guia e médium ou médium sendo guia.
Esse tipo de procura e assédio exagerado não é saudável nem para o médium nem para o consulente, principalmente quando se tratar de conveniências e abusos.
Conheci médiuns que não conseguiam tomar um café da manhã com tranquilidade, era 24 horas pessoas batendo em seus portões para serem atendidas não mensurando nem dia e nem horário, e isso vai causando um desgaste profundo nesse médium, que começa a lhe trazer inconvenientes tanto na parte física quanto na parte energética, ele se torna uma verdadeira caçamba de cargas energéticas negativas, fora é claro transtornos em sua rotina pessoal.
Um bom médium é claro nunca irá negar a assistência espiritual a nenhuma pessoa que o procure, mas para isso tem os dias e horários dos trabalhos espirituais onde esse médium terá todo amparo de seus guias e mentores, com exceção é claro de situações de urgência e emergenciais. Sabemos perfeitamente que tem casos que se exige esse trabalho particular mas o mesmo deve ser direcionado pelo guia, e um bom guia sabe que o médium deve ter seu momento de descanso e de vida particular. Quando vemos uma entidade que exige que seu médium fique a sua disposição 24 horas por dia, pode abrir ai um outro problema, que é a obsessão por subjugação e fascinação daquele espírito para seu médium, uma outra questão importante que muitas vezes passa desapercebida a olhos desatentos, alguns médiuns chegam ao ponto de terem desgastes físicos intensos por horas e horas de trabalho, lembrando que um guia idôneo não exige e nem abusa de seu médium, respeitando seus limites. Temos evidências de guias que por trabalharem horas e horas, começavam a se comportarem como se estivessem vivos na realidade ficam mais acordados do que seus próprios médiuns. Vamos recordar esses tipos de obsessão:
Fascinação – A fascinação é entendida como uma ilusão criada diretamente pelo Espírito no pensamento do médium, inibindo seu discernimento ou sua capacidade de julgar as comunicações. O médium fascinado não se considera enganado. O obsessor consegue impedi-lo de reconhecer o engano, mesmo quando a mistificação é grosseira ou ridícula. As consequências da fascinação são mais graves, uma vez que o obsessor dirige a vítima, fazendo-a aceitar as mais absurdas teorias e ideias. Os Espíritos obsessores são geralmente, nos casos de fascinação, bastante espertos e ardilosos.
Subjugação – A subjugação é um envolvimento que anula a vontade da pessoa, fazendo-a agir de acordo com a vontade do obsessor. O obsidiado fica subordinado a um verdadeiro jugo. A subjugação pode ser moral ou corpórea. No primeiro caso, a pessoa é obrigada a tomar decisões quase sempre absurdas e comprometedoras; no segundo caso, o Espírito age sobre a organização física, provocando desde movimentos involuntários simples até lesões graves no corpo do encarnado.
E temos outra questão importante a ser abordada que é quando o médium se acha o próprio guia, alguns médiuns quando percebem que seus guias estão atendendo muitas pessoas, que as pessoas estão gostando e sendo receptivas a seus atendimentos, começam a ficar vaidosos ao ponto de acharem-se os próprios guias na terra, começam a dar atendimentos particulares, a cobrarem por esses atendimentos, a manipular alguns consulentes para que os ajudem em questões de foro particular, e infelizmente esses médiuns acabam se enganando e enganando muitas pessoas que por gostarem de seus guias  e entidades acabam se envolvendo em uma teia perigosa de más intenções. Quando o médium começa nesse caminho fatalmente ele se perde em sua trajetória mediúnica e fatalmente seus guias e entidades não irão ser convenientes nessas questões e irão se afastar de seu pupilo, e ele vendo a perda da assistência de seus guias e mentores, passam fatalmente a mistificar em suas manifestações mediúnicas, numa tentativa tola de não ficar desacreditado e também é claro para não perder seus supostos clientes. Mas com o tempo esse médium começa a dar mensagens não verídicas, o que ele fala passa a não ter a mesma eficiência do verdadeiro guia e seus tão almejados clientes começam a abrir os olhos e perceberem que algo está errado.
Um dos maiores erros de se confundir o médium com o guia é justamente quando um guia dá uma mensagem, ou advertência para uma pessoa, e a mesma fica com raiva do médium o confundindo com sua entidade e guia. Ocorrência muito comum.
Ex.: Paula é consulente, Maria sua amiga é médium de trabalho passista, seu preto velho, chama a atenção de Paula por algumas posturas que Paula anda fazendo de errado. Quando a gira acaba, Paula não quer mais falar com Maria porque ficou chateada com a mensagem do preto velho. Confundindo um com o outro.
E temos situações oriundas de inimizades, onde um guia de um médium vai falar com uma pessoa e por ela não gostar do médium da entidade, a mesma desfaz ou mesmo é grosseiro com o guia. Como já vimos também casos em que o médium passa a frente da entidade usando de sua roupagem para falar o que bem entende e maltratar um desafeto.
Situações assim são muito comuns e precisam ser evitadas, para que se evite constrangimentos desnecessários para ambos os lados.
Os cambonos e dirigentes, devem sempre na medida do possível estarem atentos a tais posturas, para que as mesmas recebam as devidas orientações doutrinárias.
E como se evitar tais posturas:
Consulentes: na grande maioria das vezes, eles não são os culpados, na realidade essa invasão foi oriunda da falta de orientação e pela permissão daquele médium, que acaba que se envolvendo em assuntos oriundos tratados entre guia e consulente, levando para sua vida pessoal. Na grande maioria das vezes se aquele consulente está sendo invasivo é porque O MÉDIUM assim o permitiu. Muitas vezes o médium quer ser atencioso, só que não mede que aquela atitude pode se tornar sim um vício incomodo da outra parte. E essas coisas precisam ser muito bem orientadas e direcionadas. Alguns dirigentes prevendo situações abusivas determinam que é FALTA GRAVE caso um médium comece a fazer trabalhos particulares sem permissão dos guias chefes do terreiro o qual pertença. Explicaremos mais adiante do porquê.
Médium: Nunca abaixe a guarda, mantenham sempre a disciplina como do primeiro dia que colocou uma roupa branca, nunca deixe que a vaidade lhe tome conta, se colocar no lugar de médium e não de guia é sábio e evita transtornos em sua vida mediúnica e pessoal. Cuidado com trabalhos particulares, trabalhar na supervisão e amparo  de um terreiro é uma coisa, trabalhar sozinho é outra bem diferente. As vezes aquele consulente que aparentemente é um caso fácil, pode se desenrolar um caso seríssimo, temos casos em que médiuns tiveram que ser socorridos por terceiros, porque mexeram em  vésperos e foram gravemente picados, resumindo não deram conta do recado. Em situações assim o médium fica numa situação muito constrangedora.
Consulentes e Médiuns: a boa palavra, o respeito, educação, devem ser carros chefes sempre. O se colocar no lugar do outro nos faz pensar sobre conceitos e atitudes imprudentes.
O médium merece seu respeito e o guia idem, o consulente toda consideração e atenção, 8cae4a9ff77de9ede5ef40e665c4406bmas cada um tem seu papel onde um não deve ser confundido com o outro jamais.




Cristina Alves
Templo de Umbanda Ogum 7 Ondas e Cabocla Jupira
Fonte:https://orixaessenciadivina.wordpress.com/2015/09/09/a-trilogia-guia-medium-e-consulente/
Resultado de imagem para Guia, médium e consulente

Postagens mais visitadas deste blog

ECTOPLASMIA OU MATERIALIZAÇÃO - A EXTERIORIZAÇÃO DA SENSITIVIDADE MEDIÚNICA

ECTOPLASMIA
É a produção de ectoplasma e dos efeitos psicofísicos decorrentes de seu uso. Nome pelo qual Richet designou as materializações fantasmáticas. Meyers empregou o termo ectoplasia, mas o termo ectoplasmia já está incorporado ao vocabulário espírita. Segundo um dos maiores estudiosos dos fenômenos psíquicos no Brasil, Dr. Hernani Guimarães Andrade, entre os termos materialização ectoplasmia, ele prefere o segundo, pois significa forma modelada exteriormente ao organismo do agente plasmador. Em particular, a substância dócil à modelagem é o ectoplasma, quando se trata de um fenômeno paranormal. O fenômeno de ectoplasmia pode dividir-se em três tipos: a - A psicoplastia, quando o ectoplasma assume formas diversas devido à ação psicocinética exclusiva do médium. b - A duplicação ectoplasmática, em que o perispírito do médium serve de organizador do ectoplasma, produzindo uma réplica do médium. c - A produção de agênere ectoplasmático, na qual o médium funciona apenas como doado…

OS NOMES SIMBÓLICOS DOS GUIAS DE UMBANDA

OS NOMES SIMBÓLICOS DOS GUIAS DE UMBANDA
Pesquisa Realizada por Maria de Fátima Gonçalves

Base de pesquisa “Teologia de Umbanda Sagrada” e “TRATADO GERAL DE UMBANDA”,
autor: Rubens Saraceni, Editora Madras

INTRODUÇÃO- O QUE É MISTÉRIO

Cada Guia Espiritual de Umbanda Sagrada é um iniciado no Mistério que seu nome
simboliza ou oculta.
Mistério é algo que em si mesmo traz as condições de realizar-se. Está em tudo e em
todos, como faculdade e poder ativos ou em estado potencial.
Um mistério está no princípio, no meio e no fim de tudo e de todos. Em algumas coisas,
está como qualidade intrínseca. Em outras está como qualidade extrínseca. Mas em todas as coisas está presente, ainda que não possamos identificar sua presença em nível material.
Mistério é algo que está em Deus e no que Ele criou, gerou e emanou. É algo que está
no Criador como uma de Suas faculdades e está na Sua Criação como Sua qualidade.
Exemplo: o Mistério direcionador: Em Deus, tudo é direcionado e tudo o que Ele gera
traz em si o sent…

SINTOMAS DA MOVIMENTAÇÃO DE ENERGIAS NO CAMPO ENERGÉTICO HUMANO

SINTOMAS DA MOVIMENTAÇÃO DE ENERGIAS NO CAMPO ENERGÉTICO HUMANO Pessoal, abaixo trago um texto do Wagner Borges e no final farei algumas considerações dentro do mesmo assunto que acho pertinentes. Por Wagner Borges (Considerar essa relação somente quando já excluídas todas as possíveis causas, físicas ou psicológicas, para os sintomas.) 1. Agulhadas 1.1 – Negativo: Ataque obsessivo consciente, caracterizado por pontadas grossas nas regiões dos chacras. 1.2 – Positivo: Pontadas finas no duplo etérico, patrocinadas por amparadores, com o objetivo de abrir e canalizar energias para finalidades variadas, como cura ou desenvolvimento energético. 2. Apatia 2.1 – Negativo: Doentes Extrafísicos: Assimilação simpática com entidade doente psicologicamente deprimida. Vampirismo: Evasão de energias, com conseqüente perda de vitalidade. Pode ser promovido por obsessores desencarnados bem conscientes, ou até mesmo por pessoas encarnadas, consciente ou inconscientemente. 3. Ardência nos Olhos 3.1 – Positivo: P…